quarta-feira, 31 de agosto de 2016

UMA CRIANÇA QUE LÊ SERÁ UM ADULTO QUE PENSA!

Fomentar a leitura em qualquer idade sempre é sinônimo de enriquecimento, mas incentivar esse hábito entre os mais jovens da sociedade é uma garantia total de um futuro melhor. Uma criança que lê irá se convertendo em um adulto com idéias próprias e uma mentalidade firme, capaz de questionar o que a cerca e de compreender mais facilmente seu lugar no mundo.
Uma criança que lê será um adulto que pensa, porque não há um domínio maior do conhecimento do que aquele que nos oferecem os livros.
Quando lemos nos nutrimos de imaginação e raciocínio que os outros depositaram em folhas em branco, e somos mais receptores quando nos abrimos: as crianças, sem preconceitos, são capazes de ler com toda a sua gama de emoções depositadas na leitura.


Uma criança que lê será livre para sempre!

Ler nos ajuda a pensar e pensar nos liberta, assim, se seu filho gosta de passar o tempo lendo histórias, é melhor que continue agindo assim. Na verdade, essa será a forma mais eficaz que ele terá para enxergar uma variedade de situações, opiniões e de condutas que a vida oferece: com certeza isso ajudará a formar a tolerância da criança e ela ganhará em respeito e solidariedade.
Em muitas ocasiões, como adultos, aquilo que era desconhecido em nosso pequeno mundo habitual nos surpreendia ou, inclusive, incomodava. Essas sensações de querer acreditar que o seu é o válido e o do outro não pode ser, pensamento que deriva, sobretudo da ignorância.
Ler é como viajar em todos os seus sentidos e nos ajuda a abrir a mente: uma criança que lê descobrirá outras culturas, outros modos de vida, outros costumes diferentes dos seus e saberá, muito antes do que aquele que não lê, que existem outras coisas além do olhar cotidiano. Ter consciência disso fará com que ela se torne um adulto que escapará de juízos de valor gratuitos e se sentirá menos preso aos interesses de outras pessoas.


By a mente é maravilhosa



sábado, 30 de julho de 2016

Desanimo e falta de concentração!!


Como conseguir manter o foco nas prioridades e dar conta das responsabilidades profissionais ?

A falta de vontade de ler pode ser sinônima de falta de estímulos, isto ocorre quando lemos em baixa velocidade e sem envolvimento com o que estamos fazendo.
Fica mais difícil acompanharmos nossa velocidade de pensamento porque estamos em desalinho(desaninho).
Devido esse processo progressivo, ficamos sujeitos às dispersões ( fugas), às interferências internas ( nossos pensamentos) e externas (sons e conversas)modificando o foco, compreensão e o entendimento do que foi lido, nos obrigando, retornar ao início do trecho em estudo por várias vezes.

Ocorrendo sempre essa situação, vamos adquirindo mais e mais vícios de leitura minando nosso pensamento com informações erradas do aprendizado para nossa memória definitiva(MLP). Então, quando os nossos esforços não produzem os resultados positivos esperados e não, correspondendo às expectativas, acabamos gerando stress, desistência do que esta sendo feito e gerando um grande desconforto (culpa).

Sabendo usar suas ferramentas cerebrais, o sucesso será garantido!!

Dinamicaleitura, para ler mais e melhor, em menos tempo!

Para desenvolve um aumento de sua capacitação e desempenho, no dia-a-dia.
Dinamicaleitura, torna a função de estudar ou ler, mais rápido, mais estimulante e eficaz, além de melhorar a compreensão, concentração, retenção das informações e concluir sempre a leitura.

NOTA: Os Benefícios da Dinamicaleitura no Jornal Folha Dirigida http://leituradnmca-soniacorujo.blogspot.com.

Att,
Dinamicaleitura,


Tel.: (21) 2255-1919 / 99194-8385

www. dinamicaleitura.blogspot.com.brwww.dyn-brasil.blogspot.com.br / www.linkedin.com/in/soniacorujo
DYN-Brasil, Dynamic Trainings Brasil- Cursos de Dinamicaleitura  e Desenvolvimento Pessoal.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Curso de Leitura Dinâmica com Concentração e Técnicas de Estudo


Curso de Leitura Dinâmica com Concentração e Técnicas de Estudo.

É um Curso de 20 horas de duração com 80% prática e 20% teoria.
O curso é baseado em exercícios dinâmicos e interativos, onde o participante aumentará a sua velocidade de leitura de três a cinco vezes da sua velocidade inicial; aprenderá técnicas de estudos, eliminará vícios de leitura, aumentará o seu poder de concentração e retenção de informações.

Curso prático de três dias (tarde ou noite) com 4 horas diárias ou 

1 fim de semana

Objetivo do Dinamicaleitura - Aumentar o poder de concentração, velocidade, retenção da informação e a forma correta de ler e estudar.

PROGRAMA INTERATIVO DO CURSO DINAMICALEITURA.

1. Apresentação.
2. Zona de Comodidade.
3. Memória de Curto Prazo e Longo Prazo.
4. Técnica da Leitura Dinâmica -pelo Método da Evelyn Wood Reading Dynamic.
5. Exercícios para Aferição da Velocidade Inicial.
6. Exercícios de Percepção e Concentração.
7. Exercícios de Leitura com Propósito Definido e Captação da Idéia Principal.
8. Organização Mental da Idéia Principal.
9. Exercícios para aumentar a velocidade e o poder de concentração.
10. Exercícios para Aumento do Campo Visual.
11. Exercícios de Relaxamentos.
12. Técnicas e Exercícios para leituras de Jornais e Revistas.
13. Eliminação dos Vícios da Leitura - Vocalização e Sub-Vocalização.
14. Preparação para Leitura para Obtenção de Resultados.
15. Técnicas de LEIT DNMCA para Estudos - Concentração, Motivação e Retenção das Informações.
16. Postura correta para leituras e estudos.
17. Exercícios de Aquecimento Neural.
18. Técnicas de Estudo–Utilizando a Forma Sistemática-SQ4R-elaborada e testada pela Universidade de Ohio,EUA
19. Aferição da velocidade Final.
20. Resultados e Percentual da Compreensão Imediata Trabalhada.


LEIT DNMCA Training é um conceito inovador, o único no mercado, que mescla a metodologia de resultados dos Cursos Mundialmente conhecidos Life Springs Trainings, aplicada a técnica americana, pioneira em Leitura Dinâmica, Dra. Evely Wood -Fast Reading com a Metodologia para estudos SQ4R, para resultados.

São exercícios simples e efetivos - específicos para o aprendizado das técnicas e através dela, o participante estará preparado para ler qualquer tipo de informação impressa, desde livros técnicos a jornais e revistas. Como resultado o participante aumenta a sua velocidade inicial de leitura de três a cinco vezes.
Você agora pode compreender melhores os princípios que fundamentam a metodologia do LEIT DNMCA Training =Rapidez na captação de imagens, maior concentração e retenção de informações.

Para ler mais e melhor, em menos tempo!

Um abraço,

Sonia Corujo
Coach em Dinamicaleitura





sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

As 10 dicas para ler sem esquecer by DINAMICALEITURA.


À primeira vista, muitas podem parecer óbvias. Mas não as subestime. Não é sempre que a gente enxerga o óbvio:

  1. Não leia ou estude cansado, ansioso, com fome ou com sono - Se for o caso, faça exercícios de relaxamentos de sua preferência, antes de começar sua leitura e estudos. Vale fazer um breve “soninho” de até no máximo 20 min, para repor as energias. Não mais do que isso, se for por muito mais tempo o resultado será o inverso!! O mesmo se aplica para sua alimentação que tem quer ser bem leve.....
  2. Estresse , ansiedade são  inimigos da concentração e, em conseqüência, da memorização ( retenção das informações processadas). Estude sempre nos horários de boa energia. Cada um tem seu reloginho biológico que informa o seu melhor tempo! 
Seu cérebro tem que esta preparada para receber as novas informações!

  1. Postura - é um dos fatores mais importante porque auxilia na velocidade, na concentração e na organização, tanto mental como fisicamente.
  2. Tenha vontade de aprender o que será lido ou estudado. ENVOLVIMENTO é a palavra mágica. Se não tiver vontade de antemão, procure criar interesse pelo assunto. Dinamicaleitura  tem as técnicas para auxiliar nesse processo.
  3. Seja Seletivo, antes de mais nada! – Preparação nos estudos é ganho de tempo e energia. Pesquise o essencial.  Faça uma grade de estudos no inicio do curso. Estabeleça partes ou capítulos do livro e outros materiais para  apoio no período programado. Escolha somente aqueles, relacionados às suas metas e seu TEMPO, do momento!!     Temos cinco minutos!! Temos o que temos!!
  1. Prazo e Propósito definido - toda leitura tem que ter um propósito definido envolvendo assim, sua atenção e gerando envolvimento e foco com a leitura de estudo.  O prazo é fundamental para fortalecer o elo para chegada no objetivo final. Com o prazo e propósito determinados, o aluno fortalecer seu compromisso de sucesso.
  2. Vá para as aulas com a matéria pré-lida e tira suas duvidas na aula com seu professor.... É muito mais rápido e fácil, do que passar horas em casa, para resolver um problema, que seu professor faria com maior prazer em sala de aula, em poucos minutos!!  Uma pré-leitura antes gera um envolvimento, interesse, velocidade na percepção, concentração e entendimento rápido e mais fácil. Isso representa economia de tempo, dinheiro e saúde.
  3. Faça perguntas ao texto e busque respostas nele. Comunique-se com os colegas e professores. Solicita as provas anteriores sobre o assunto ou crie uma relação entre elas, envolva-se, isso facilita sua leitura, use “QUEM, COMO, QUANDO, ONDE, O QUE ou POR QUE” para inicial algumas perguntas. Quanto mais informações o leitor tem da matéria, mais fácil será seu estudo. Lembramos melhor e com mais detalhes, através de perguntas e respostas.   Ex.: O que nos ficou melhor retido na memória? Foram as respostas que demos ontem!
  4. Faça anotações, resumos pequenos e esquemas que facilitam no processo de resgate da memória de longo prazo (MLP) para a de curto prazo (MCP). Faça uma reflexão do que foi lido. Conte para alguém ou para o virtual, o que você leu.  A sensação em verbalizar o resumo do capítulo estudado é a confirmação que o cérebro registrou processou e organizou sua leitura.
  5. Início, meio e fim - Seja Eficaz - Ser eficaz é usar o mínimo de recursos para realizar uma tarefa. Ser eficiente é atingir a meta determinada, mas partindo do início que você deveria estar fazendo a coisa certa na hora certa.  Criar o hábito de começar e terminar um estudo de um capítulo ou de uma tarefa pré-estabelecida.

Ler dinamicamente é um processo fácil. 
Precisa da técnica, envolvimento e prazer no que faz!!
O resto seu cérebro organiza, arquiva e resgata, sem o menor problema!!.
Boa Sorte!!
Por Sonia Corujo

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Porque você não consegue aprender duas coisas novas ao mesmo tempo?

Semana de provas. Uma maravilha. Assim que você acaba de estudar tudo o que podia em Português, e resolve passar para História, cada regra de gramática que você tinha absolutamente dominado parece fluir para fora da sua cabeça. Nessa hora, você sente que seu cérebro não é grande o suficiente para manter as duas disciplinas na cabeça ao mesmo tempo. Você pode estar certo. Recentemente, cientistas descobriram porque é difícil aprender dois assuntos, um logo após o outro: quando você tenta aprender ou memorizar dois tipos diferentes de informação em rápida sucessão, o segundo assunto interfere com a capacidade do cérebro de armazenar permanentemente o primeiro. O estudo envolveu 120 estudantes universitários. Os pesquisadores desenvolveram um experimento no qual os voluntários tinham que realizar duas tarefas de memória, uma em seguida da outra. Primeiro, os voluntários receberam uma lista de palavras para memorizar. Em seguida, eles receberam uma tarefa em que tinham que usar os movimentos dos dedos para fazer uma sequência – sem o conhecimento dos voluntários, havia um padrão para fazer isso que eles poderiam aprender, inconscientemente, através da repetição. Logo após do teste das palavras, os voluntários se lembravam da lista muito bem. Mas depois que fizeram a sequência com os dedos, se esqueceram de muitas das palavras. Em seguida, na segunda parte do experimento, as tarefas foram revertidas: a sequência dos dedos veio primeiro, seguido pela lista de palavras. Mais uma vez, os voluntários se saíram bem nos testes após a primeira tarefa, mas após a realização da segunda, perderam muito do que aprenderam na primeira. Ainda assim, ao invés de uma tarefa estar “anulando” a outra, o resultado poderia ser devido a incapacidade do cérebro de armazenar todas aquelas informações. Então, os pesquisadores refizeram o experimento, desta vez usando um dispositivo magnético que bombeia energia elétrica no cérebro quando colocado na cabeça de uma pessoa. Com essa estimulação, as pessoas lembraram bem de ambas as tarefas, como se tivessem feito cada uma delas separada. O interessante é que a estimulação não melhorou a memória quando apenas uma tarefa foi feita em um momento, e sim apenas removeu a interferência quando duas eram feitas em seguida. A conclusão do estudo é: quando você quiser aprender duas coisas diferentes, precisa fazer uma pausa entre elas. Outra pesquisa mostra que duas horas pode ser suficiente. Os pesquisadores não sabem por que o cérebro age dessa maneira. Ele ativamente “conspira” para produzir uma interferência de memória e assim prejudicar nossa lembrança do que aprendemos. Isso pode parecer um tanto paradoxal, mas os cientistas imaginam que essa interferência de memória serve para alguma função importante, que até agora não sabemos qual é. Por Natasha Romanzoti em 20.07.2011

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Descubra as mentiras que o seu cérebro conta para você

Descubra as mentiras que o seu cérebro conta para você.

Você não toma as próprias decisões - e boa parte do que vê não é real. É apenas uma ilusão criada pelo seu cérebro, que passa pelo menos 4 horas por dia enganando você. Conheça os truques que ele aplica - e saiba o que realmente acontece dentro da mente. 



Você fica cego 4 horas por dia. Já foi enganado por um rótulo nesta semana. Tem preconceitos sobre todos os assuntos (por mais que ache que não). Toma decisões irracionais, que vão contra os seus interesses. Você não está no controle da própria mente. Mas não se preocupe: você é normal. Não é maluco e possui um cérebro perfeito, como o de qualquer outra pessoa. Só que ele inventa coisas para iludir você. Não é por mal. É só uma maneira de economizar energia.

O cérebro humano é o objeto mais complexo do Universo. Tem 86 bilhões de neurônios, que podem formar 100 trilhões de conexões. Se fosse possível criar um computador com o mesmo número de circuitos do cérebro, ele consumiria uma quantidade absurda de eletricidade: 60 milhões de watts por hora, segundo uma estimativa de cientistas da Universidade Stanford. É o equivalente a quatro usinas de Itaipu trabalhando simultaneamente. Mas o cérebro humano gasta pouquíssima energia - 20 watts, menos que uma lâmpada. E mesmo assim consegue fazer coisas extremamente sofisticadas, de que nenhum computador é capaz. Só que isso tem um preço. O seu cérebro não consegue analisar as situações de forma completamente racional, avaliando todas as variáveis envolvidas em cada caso. Para fazer isso, ele precisaria de ainda mais circuitos - e muito mais energia. Mas, ao longo da evolução, a natureza encontrou uma solução: o cérebro pode mentir para seu dono. Sim, mentir. Descartar informações, manipular raciocínios e até inventar coisas que não existem. Dessa forma, é possível simplificar a realidade - e reduzir drasticamente o nível de processamento exigido dos neurônios. "São efeitos colaterais do funcionamento normal do cérebro", diz Suzana Herculano-Houzel, neurocientista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

 Tudo começa pela visão. Você não percebe, mas o cérebro edita o que você vê. Das 16 horas por dia que uma pessoa passa acordada, em média, 4 horas são preenchidas por imagens "artificiais" - que não foram captadas pelos olhos, e sim criadas pelo cérebro.

 O olho humano só capta imagens com clareza em uma pequena parte, a fóvea, que tem 1 milímetro de diâmetro e fica no centro da retina. Então, para compor a linda imagem que você está vendo agora, os seus olhos estão constantemente em movimento. Eles focam determinado ponto e depois pulam para o ponto seguinte. Cada um desses saltos tem duração de 0,2 segundo. Quer comprovar isso na prática? Na próxima vez em que você estiver conversando com uma pessoa, preste atenção nos olhos dela. Você irá perceber que eles se movimentam o tempo todo para escanear vários pontos do seu rosto. O problema é que a cada pulo desses, enquanto os olhos estão se movendo para a próxima posição, o cérebro deixa de receber informação visual por 0,1 segundo. Durante esse tempo, você está cego. E, como nossos olhos fazem pelo menos 150 mil pulos todos os dias, o resultado são 4 horas diárias de cegueira involuntária.
Você não percebe isso porque o cérebro preenche esses momentos com imagens artificiais, que dão a sensação de movimento contínuo. Mas que, na prática, você não viu. Tem mais: o que você enxerga não é o que está acontecendo - e sim o que vai acontecer no futuro. É sério. Isso acontece porque a informação captada pelos olhos não é processada imediatamente. Ela tem de passar pelo nervo óptico e só depois chega ao cérebro.
O processo leva frações de segundo, e você não pode esperar - um atraso na visão pode fazer com que você seja atropelado ao atravessar a rua, por exemplo. Então, o que faz o cérebro? Inventa. Analisa os movimentos de todas as coisas e fabrica uma imagem que não é real, contendo a posição em que cada coisa deverá estar 0,2 segundo no futuro.
Você não vê o que está acontecendo agora, e sim uma estimativa do que irá acontecer daqui a 0,2 segundo. As mentiras invadem a razão Com R$ 1,10, você pode comprar um café e uma bala. O café custa R$ 1 a mais do que a bala. Quanto custa a bala? Responda rápido. Dez centavos, certo? Errado. Você acaba de ser enganado pelo próprio cérebro. Mas não está sozinho - mais da metade dos estudantes de universidades prestigiadas como Harvard, MIT e Princeton responderam a essa mesma pergunta e também erraram (entre alunos de instituições menos badaladas, o índice de erro é ainda maior, cerca de 80%). Essa charada é um dos exemplos citados no livro Thinking, Fast and Slow (Pensando, Rápido e Devagar, ainda sem versão em português), do psicólogo israelense Daniel Kahneman, que ganhou o Prêmio Nobel de Economia por suas pesquisas sobre o comportamento humano.
 Para Kahneman, o cérebro tem dois tipos de pensamento. O primeiro é rápido e intuitivo e confia na experiência, na memória e nos sentimentos para tomar decisões. O segundo é lento e analítico - e serve como uma espécie de guardião do primeiro. Se estamos decidindo sobre o que comer, podemos ficar em dúvida entre um sanduíche e um prato de feijão. Mas por que essas duas opções, justo elas, surgiram como as alternativas válidas para o momento? Por que você não considerou um bacalhau com batatas? Por que não um sorvete de abacaxi? Porque o seu pensamento intuitivo já estava inclinado para optar pelo sanduba ou pelo feijão e restringiu previamente as escolhas antes mesmo que você se desse conta de que estava chegando a hora de almoçar. Do contrário, passaríamos horas avaliando todas as possíveis opções de refeição - e morreríamos de fome. Se o pensamento intuitivo não existisse, seria extremamente difícil escolher uma roupa ou responder a perguntas banais, do tipo "como você está?" ou "gostou do filme?".

De certa forma, o pensamento intuitivo é o que nos diferencia dos robôs. E é ele que permite ao cérebro processar informações na velocidade necessária. "Ele é mais influente. É o autor secreto de muitas decisões e julgamentos que você faz", explica Kahneman no livro. Foi o pensamento intuitivo que apontou os dez centavos como resposta para o enigma do café. Só que ele mentiu para você. A resposta certa é R$ 0,05. Se a bala custasse R$ 0,10, o café custaria R$ 1,10 - e o total daria R$ 1,20. 

Esse duelo entre os dois tipos de pensamento, o rápido-intuitivo e o lento-analítico, também tem uma explicação evolutiva. O córtex pré-frontal, região do cérebro responsável pelo processamento lógico, surgiu relativamente tarde na evolução da espécie humana - já as emoções e os instintos estavam com nossos ancestrais há muito mais tempo. Por isso elas são tão fortes e nos influenciam tanto. "A filosofia considera o ser humano um animal racional.

Mas o que sabemos é que apenas em certas circunstâncias e à custa de muito esforço conseguimos ser racionais", afirma Vitor Haase, médico e professor de psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O pensamento intuitivo está sempre presente, até nas situações em que a racionalidade é supremamente importante. Um estudo de pesquisadores das universidades de Ben Gurion, em Israel, e Columbia, nos EUA, analisou o comportamento de juízes que deveriam decidir sobre a liberdade condicional de presos (um processo rápido, que leva 6 minutos). Em média, somente 35% dos condenados ganhavam a condicional. Mas os cientistas perceberam que os juízes eram muito mais benevolentes depois de comer. Quando eles tinham acabado de fazer uma refeição, a taxa de aprovação subia para 65%. Com o passar do tempo, a fome vinha chegando, e a concessão de liberdade condicional ia caindo. Minutos antes do próximo lanche, o índice de aprovação era quase zero.

 Decidir sobre liberdade condicional e julgar a própria felicidade são tarefas complexas. Para avaliar todas as variáveis envolvidas, muitas delas subjetivas, o cérebro tenderia a ficar sobrecarregado. Por isso, ele usa atalhos. "Os nossos problemas são resolvidos no piloto automático, através de soluções que a cultura já embutiu no nosso cérebro", diz Haase. Estudos têm revelado outra distorção: toda pessoa sempre tende ao otimismo, mesmo quando não há motivos para isso. A pesquisadora Tali Sharot, da University College London, gravou a atividade cerebral de voluntários enquanto eles imaginavam situações banais - como tirar uma carteira de identidade. Ela também pediu que os voluntários pensassem em coisas do passado.

Os testes mostraram que as mesmas estruturas cerebrais são ativadas para recordar o passado e imaginar o futuro. Só que, ao imaginar o futuro, os voluntários criavam cenários magníficos - era o cérebro tentando colorir os eventos sem graça. "Cerca de 80% das pessoas têm tendência ao otimismo, algumas mais do que outras", diz ela. Para Tali, autora do livro Optimism Bias (O Viés do Otimismo, ainda sem versão em português), o otimismo é sempre mais comum que o pessimismo - seja qual for a faixa etária ou o grupo socioeconômico da pessoa. Assim, nunca acreditamos que algo vá dar errado - mesmo quando o mais racional seria pensar que sim. "As taxas de divórcio, por exemplo, chegam a 40%, 50%. Mas as pessoas que estão para casar sempre estimam suas chances de separação em o%", exemplifica Tali. Segundo ela, a inclinação natural ao otimismo também é um dos fatores que levaram à crise econômica global de 2008. "As pessoas achavam que o mercado continuaria subindo cada vez mais e ignoraram as evidências contrárias", afirma. Ele está no controle

As manipulações criadas pelo cérebro afetam até a capacidade mais essencial do ser humano: tomar as próprias decisões. Quando você decide alguma coisa, na verdade o cérebro já decidiu - com uma antecedência que pode chegar a 10 segundos. Uma experiência feita no Centro Bernstein de Neurociência Computacional, em Berlim, comprovou que as nossas escolhas são resolvidas pelo cérebro antes mesmo de chegarem à consciência. Voluntários foram colocados em frente a uma tela na qual era exibida uma sequência aleatória de letras. O voluntário tinha que escolher uma das letras e apertar um botão sempre que ela aparecesse. Os cientistas monitoraram o cérebro dos participantes durante o experimento. E chegaram a uma descoberta impressionante: 10 segundos antes de os voluntários escolherem uma letra, sinais elétricos correspondentes a essa decisão já apareciam nos córtices frontopolar e medial, as regiões do cérebro ligadas à tomada de decisões. Cinco segundos antes de o voluntário apertar o botão, o cérebro ativava os córtices motores, que controlam os movimentos do corpo. Isso significa que, 10 segundos antes de você fazer conscientemente uma escolha, o seu cérebro já tomou a decisão para você - e até já começou a mexer a sua mão. "O indivíduo não é livre para escolher", afirma Renato Zamora Flores, professor de genética do comportamento da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

O cérebro restringe previamente as suas possíveis opções e, pior ainda, escolhe uma delas antes mesmo que você se dê conta.
É possível lutar contra isso. Lembra-se daquele outro tipo de pensamento, o lento-analítico? Basta colocá-lo em ação. E isso você consegue tendo calma, refletindo sobre as coisas e duvidando das suas escolhas e opiniões. Os truques do cérebro são poderosos, mas não invencíveis. Agora que você sabe como funcionam, está muito mais preparado para lidar com eles - e se tornar realmente livre para tomar as próprias decisões.

 Junho de 2012 Por Alexandre de Santi; Colaboradores : Bianca Carneiro e Cristine Kist

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016


Perda da memória é uma das maiores preocupações. 

Sinônimo de experiência, de etapas vencidas e realizações, envelhecer também pode representar perdas ao longo do tempo, em especial de memórias mais recentes. Embora o envelhecimento populacional seja um fenômeno mundial devido ao aumento na expectativa de vida, o declínio da memória e a prevalência das doenças demenciais, principalmente da doença de alzheimer, estão entre os principais desafios.
A perda da memória também é uma das maiores preocupações a cercar a longevidade. Ainda assim é possível encontrar pessoas com as funções intelectuais preservadas mesmo em idade mais avançada.
Mas como chegar ou ultrapassar os 70 ou 80 anos, por exemplo, com a mente sã?

 Quando a perda de memória pode ser sinal de alguma doença? Como investigar isso? Existe cura? 

As respostas a essas e outras questões são respondidas nesta entrevista pela especialista Maria Beatriz  M. Montaño, que é médica geriatra pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, mestre e doutora pela Universidade Federal de São Paulo- Escola Paulista de Medicina, e professora doutora da Faculdade de Medicina de Sorocaba - PUC-SP.

P - Esquecer é um fenômeno normal do envelhecimento?
R - Sim. Há um declínio normal da memória com o envelhecimento, principalmente para a memória de fatos recentes. Também nota-se menor prontidão da memória, porém, as alterações não devem atrapalhar as atividades diárias.
P - O índice de dificuldade na memória é maior em que faixa etária?
R - Não se trata de um índice, mas essa dificuldade na memória e em outras atividades intelectuais (como pensamento, raciocínio, orientação, etc) aparecem depois da aposentadoria, fase marcada pelo decréscimo do uso dessas funções.
P - A partir dos 40, 50 anos é normal a perda da capacidade de armazenar informações? O bombardeio de informações pode dificultar a assimilação?
R - Como já citei, as mudanças ficam mais evidentes depois dos 60 anos, claro que essas vão se acentuar na idade mais avançada. No entanto, para indivíduos mais jovens a dificuldade de memória ou concentração se relaciona a algum problema, como depressão, ansiedade, transtornos orgânicos como hipotireoidismo, entre outros. O grande número de informações somado a sobrecarga de trabalho e excesso de funções podem atrapalhar o desempenho das funções intelectuais.
P - Por outro lado existem pessoas com a memória íntegra, mesmo a partir dos 80 anos, não é mesmo? Quando isso acontece?
R - Sim. Há uma grande variabilidade da performance da memória e de outras áreas das funções intelectuais, mesmo na idade muita avançada, geralmente indivíduos com essas funções preservadas durante a vida estimularam muito as mesmas, além disso, também há fatores hereditários e é importante o controle de fatores de risco que podem interferir na circulação cerebral como hipertensão, diabetes, tabagismo e colesterol elevado, além do sedentarismo.