domingo, 26 de fevereiro de 2012

Como seu perfil do Facebook pode melhorar sua carreira

Se você pensa que apenas manter sua página do Facebook livre de fotos em que você aparece bêbado vai ajudá-lo a conseguir um emprego, esqueça.
Os fatos mostram que, se você parece falar bem e ser popular, suas chances com um supervisor podem ser muito maiores. Fotos de sua viagem para Bali; atualizações sobre o quanto você adorou ler “Guerra e Paz”; e milhares de amigos aparentemente o tornam um candidato melhor para o emprego.
Pelo menos é isso que um estudo de três universidades apontam.
“Nós desenvolvemos um ranking de personalidade no Facebook e isso está relacionado com o desempenho no trabalho”, afirma Donald Kluemper, da Universidade de Illinois. No estudo, também participaram pesquisadores da Universidade de Evansville e de Auburn.
Os pesquisadores analisaram cinco traços entre os usuários da rede social, incluindo vontade, emocional, sociabilidade, extroversão e abertura. Esses são conhecidos como os “cinco grandes” traços da psicologia, e são comumente usados em estudos organizacionais.
Os usuários do Facebook, 56 no total, receberam uma avaliação de personalidade de avaliadores independentes. Seis meses depois, esses dados foram comparados com avaliações feitas por pessoas responsáveis por contratações. E adivinhe só: aqueles com melhores índices de personalidade tiveram melhor avaliação dos contratantes.
Mas o que define exatamente uma boa personalidade? Kluemper define assim:
Vontade: isso serve para alguém que parece ser bem organizado e trabalhador, e isso se reflete no modo como a página da rede social é organizada. Pode haver vários detalhes em postagens ou no perfil, ou fotos da pessoa trabalhando com algo.
Estabilidade emocional: controlar o stress e a negatividade. Isso significa um perfil com poucos aspectos negativos e sem postagens da “fossa”; também significa controlar o nível emocional das imagens.
Sociabilidade: alguém que se dá bem com os outros e não entra em conflitos online, como debates acalorados com amigos.
Extroversão: aqui entra a quantidade de amigos, porque esse número pode ser um indicador de personalidade extrovertida. Também, fotos em situações sociais com muitas pessoas são importantes, melhor do que você sozinho no sofá.
Abertura: viagens e inteligência entram nessa categoria. Se você parece aberto a diferentes experiências e pontos de vista, então você é uma pessoa aberta. Se você posta coisas sobre literatura clássica provavelmente vai ter uma avaliação melhor do que aqueles que colocam coisas sobre o último capítulo de algum programa ruim de televisão. Fotos de viagens internacionais também são um extra.
Baseado nessa pesquisa, uma boa pontuação nessas categorias significa que você provavelmente é um empregado ideal. Esse tipo de previsão é algo que ajuda muitas pessoas responsáveis por contratar.
Kluemper não afirma que o estudo deve ser usado como lei. “Esse é um estudo e a amostragem não é grande”, explica. “Muitos outros ainda precisam ser feitos”.
Ele complementa: “Nós não estamos defendendo que os empregadores usem essa técnica”. Infelizmente, talvez seja difícil deixar de lado a personalidade do Facebook na hora de arranjar um emprego.
Por Bernardo Staut

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Por Dentro do Cérebro


Por Dentro do Cérebro – Entrevista com o neurocirurgião Dr. Paulo Niemeyer Filho – Revista Eletrônica Poder

Compartilho parte das respostas do neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho, abaixo, em entrevista da revista PODER:

O que fazer para melhorar o cérebro?

Resposta: Vc tem de tratar do espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer exercício. Se está deprimido, com a autoestima baixa, a primeira coisa que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória são por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor, você tem de ter motivação. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma coisa, ter prazer no que está fazendo e ter a autoestima no ponto.

PODER: Cabeça tem a ver com alma?

PN: Eu acho que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma... Isso não dá para explicar, o coração está batendo, mas ele não está mais vivo.

PODER: O que se pode fazer para se prevenir de doenças neurológicas?

PN: Todo adulto deve incluir no check-up uma investigação cerebral. Vou dar um exemplo: os aneurismas cerebrais têm uma mortalidade de 50% quando rompem, não importa o tratamento. Dos 50% que não morrem, 30% vão ter uma sequela grave: ficar sem falar ou ter uma paralisia. Só 20% ficam bem. Agora, se você encontra o aneurisma num checkup, antes dele sangrar, tem o risco do tratamento, que é de 2%, 3%. É uma doença muito grave, que pode ser prevenida com um check-up.

PODER: Você acha que a vida moderna atrapalha?

PN: Não, eu acho a vida moderna uma maravilha. A vida na Idade Média era um horror. As pessoas morriam de doenças que hoje são banais de ser tratadas. O sofrimento era muito maior. As pessoas morriam em casa com dor. Hoje existem remédios fortíssimos, ninguém mais tem dor.

PODER: Existe algum inimigo do bom funcionamento do cérebro?

PN: O exagero. Na bebida, nas drogas, na comida.
O cérebro tem de ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende da outra. É muito difícil um cérebro muito bem num corpo muito maltratado, e vice-versa.

PODER: Qual a evolução que você imagina para a neurocirurgia?

PN: Até agora a gente trata das deformidades que a doença causa, mas acho que vamos entrar numa fase de reparação do funcionamento cerebral, cirurgia genética, que serão cirurgias com introdução de cateter, colocação de partículas de nanotecnologia, em que você vai entrar na célula, com partículas que carregam dentro delas um remédio que vai matar aquela célula doente. Daqui a 50 anos ninguém mais vai precisar abrir a cabeça.

PODER: Você acha que nós somos a última geração que vai envelhecer?

PN: Acho que vamos morrer igual, mas vamos envelhecer menos. As pessoas irão bem até morrer. É isso que a gente espera. Ninguém quer a decadência da velhice. Se você puder ir bem de saúde, de aspecto, até o dia da morte, será uma maravilha.

PODER: Hoje a gente lida com o tempo de uma forma completamente diferente. Você acha que isso muda o funcionamento cerebral das pessoas?

PN: O cérebro vai se adaptando aos estímulos que recebe, e às necessidades. Você vê pais reclamando que os filhos não saem da internet, mas eles têm de fazer isso porque o cérebro hoje vai funcionar nessa rapidez. Ele tem de entrar nesse clique, porque senão vai ficar para trás. Isso faz parte do mundo em que a gente vive e o cérebro vai correndo atrás, se adaptando.

PODER: Você acredita em Deus?

PN: Geralmente depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela adrenalina toda, quando acabamos de operar, vai até a família e diz: "Ele está salvo".
Aí, a família olha pra você e diz: "Graças a Deus!".
Então, a gente acredita que não fomos apenas nós!

domingo, 8 de janeiro de 2012

O cérebro da geração digital


O cérebro da geração digital

“Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever – inclusive a sua própria história.” – Bill Gates

Receber e enviar e-mails, checar o Facebook, tuitar inúmeras vezes ao dia, postar fotos no Instagr.am, ver os vídeos da banda favorita no YouTube, jogar online e ter seu próprio avatar no videogame. Estas são algumas das atividades que crianças e adolescentes fazem “de uma vez só” quando estão on-line.

Enquanto isso, muitos pais nem sabem o que estas palavras significam. Os novos vocábulos já deixaram de ser neologismos e são comuns em uma sociedade cada vez mais familiarizada com a internet e que experimenta um grau de conexão nunca antes visto.

É certo que tudo ocorreu de maneira muito rápida. A internet se popularizou em meados dos anos 90 – logo ali na escala evolutiva do homem. De lá pra cá, a tecnologia web se massificou de forma impressionante. Só no Brasil, somos 78 milhões de internautas, segundo o Ibope/Nielsen, em setembro/2011.

Agora, estudamos, conversamos, trabalhamos e até descansamos em frente ao computador, se e somente se, ele estiver conectado à internet. Este hábito contemporâneo, único na história da humanidade, tem chamado a atenção de pesquisadores e estudiosos.

O americano Nicholas Carr é um dos interessados pelo tema e, de maneira aprofundada, abordou o assunto no livro “The shallows – What the internet is doing to our brain” – Os superficiais – o que a internet está fazendo com nossos cérebros. Para ele, a exposição constante às mídias digitais está mudando para pior a forma como pensamos. “Estamos menos inteligentes, mais superficiais e imensamente distraídos”, opina.

Algumas pesquisas vão ao encontro à tese de Carr. Uma consultoria chamada Genera entrevistou seis mil pessoas da geração que cresceu usando a internet e concluiu: “eles não lêem uma página necessariamente da esquerda para a direita e de cima pra baixo. Pulam de uma palavra para outra, atrás da informação pertinente”.

Na Universidade de Stanford, o professor de comunicação Clifford Nass sugere que pessoas acostumadas ao funcionamento multitarefa do computador – que permite fazer várias coisas ao mesmo tempo – tendem a imitar a máquina, tocando várias atividades ao mesmo tempo. De acordo com os estudos, as conseqüências são pessoas improdutivas, que não se concentram em uma única atividade e profissionais irritados, que se distraem facilmente.

Segundo estudo do professor Nass, quanto mais a pessoa se julga eficiente fazendo várias coisas ao mesmo tempo, pior ela faz. O motivo é: nossa capacidade de atenção é limitada. Quanto mais fracionada, menos funciona.

Déficit de atenção e memorização. A pessoa simplesmente não armazena tanta informação, pois sabe que no momento que precisar o “Doutor” Google estará à sua disposição. Estas são as impressões dos apocalípticos do século XXI.

A internet é uma fonte infinita de informações, que não está sendo filtrada pelos seus usuários. Este é o ponto questionável. A multilateralidade da web pode impactar a capacidade do cérebro de memorizar e processar conhecimentos. Os críticos da tecnologia afirmam que a ideia passa pelo conceito de neuroplasticidade – capacidade dos neurônios de criar novas conexões ou de reforçar as já existentes, ou seja, o cérebro cria novas conexões em função do aprendizado.

Assim, podemos ativar e desativar redes neurais. A tecnologia pode fazer com que nosso cérebro mude o tempo todo, mas isto não é ruim – cabe a nós o estimularmos positivamente, por isto é preciso dosar o discurso de que a internet faz mal ao cérebro, repetindo alegações semelhantes ao passado.

Quando a sociedade experimentou o surgimento da escrita, o pensador grego Sócrates temia que o registro dos pensamentos por meio de símbolos levaria a um enfraquecimento da mente e do raciocínio. As reações foram parecidas quanto ao surgimento da imprensa de Gutemberg – as pessoas temiam a banalização da cultura.

Todas as tecnologias supracitadas socializaram a informação e permitiram a democratização do conhecimento. Em relação ao Quociente de Inteligência (QI), a humanidade saltou imensuravelmente – ninguém emburreceu ao longo dos anos.

Entretanto, todo o cuidado se faz jus na perpetuação do Quociente Emocional do ser humano. O equilíbrio mental e a manutenção do índice de felicidade devem ser preservados como uma das principais maneiras de manter as pessoas na condição de seres mais inteligentes da face da Terra.

É preciso dosar o acesso a internet com os momentos em família, as conversas na mesa de jantar, as brincadeiras de domingo, os jogos de tabuleiro e o café no fim da tarde. Seja em grandes cidades ou nos pequenos municípios é preciso manter-se atento ao princípio da integração entre as pessoas.

A internet deve ser mais uma ferramenta para a colaboração, renovando assim a forma como aprendemos. Os jovens são a geração mais bem instruída da história e a tecnologia lhes permite saber o que está acontecendo, distribuir informação e organizar respostas coletivas.

Somado a valores humanos e instruções sobre a responsabilidade de cada um no universo, crianças e jovens instaurarão um novo jeito de se habitar e modificar o planeta, com redes produtivas, interdependentes e benéficas uns aos outros.


Por Reilly Rangel é superintendente da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado de Goiás

domingo, 18 de dezembro de 2011

Conheça a teoria dos setênios.

Entenda como funciona a teoria dos setênios.

Um dos pilares da Antroposofia são as leis biográficas, leis comuns à biografia humana que podem ser observadas a cada setênio.

28 a 35 anos: Fase em que já se conquistou mais estabilidade que na fase anterior. Momento bom para organizar e planejar. Busca de uma posição que gere status. Muitas pessoas param para rever o que conquistaram. Algumas experimentam uma crise pois percebem que suas conquistas não exatamente o que buscam e partem para um novo planejamento da carreira.

35 a 42 anos: Muitas vezes há um questionamento a respeito da identidade. Quem sou eu no meio de todos os papéis que exerço? Quais os meus limites? Quais os meus valores? O grande desafio agora é conseguir transformar a crítica em autocrítica e passar a reconhecer os próprios limites. Momento em que normalmente, já se conquistou uma boa capacidade de gerenciar.

42 a 49 anos: Com toda a experiência adquirida, aqui se pode ter uma visão mais ampla da vida, como olhar para tudo do cume de uma montanha. A grande questão aqui é: “Como transmitir ao mais jovem tudo o que adquiri?”

49 a 56 anos: Há uma busca por um novo ritmo de vida, pelo que é realmente essencial. “Elimine a experiência e o bom senso dos homens de mais de 50 anos e não sobrará bastante experiência ou bom senso para governar o mundo.” Henry Ford

56 a 63 anos: Momento da retrospectiva: “O que consegui realizar? O que ainda quero desenvolver?“ Aqui pode haver um grande desenvolvimento da criatividade. Grandes obras de escritores, juristas, músicos e outros foram compostas após os sessenta anos.

Após os 63 anos: A liberdade e a maturidade adquirida normalmente permitem a pessoa a planejar como vai seguir em frente, respeitando os seus limites e seguindo seus ideais.
Se você está passando por uma crise, não importa com que idade esteja lembre-se: sempre há a possibilidade de mudar! A crise é mais uma oportunidade que a vida nos dá para acertarmos a nossa rota!

Por Carla Poletti, psicóloga - clínica O-Núcleo Psicologia.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A distração mora ao lado.....






A Internet atrai cada vez mais " desfocados digitais".



Dificuldade com tarefas lineares pode ser prejudicial.

Você tem dificuldades para manter o foco numa tarefa quando está navegando na internet? Distrai-se com facilidade pulando de site em site? Senta-se diante do computador para resolver algo na internet que demoraria no máximo dez minutos e acaba ficando duas ou três horas on-line porque não consegue trabalhar de forma linear na web? Não se assuste: tem um monte de gente assim pelo mundo, de todas as idades, perfis e níveis sociais.
— Aconteceu outro dia comigo. Liguei o computador às 9h para enviar e-mail para um serralheiro, mas comecei a divergir desse rumo, só me lembrando da minha tarefa inicial lá pelas 15h — conta o fotógrafo Pedro Mac, de 50 anos. — Naquele dia tinha dois browsers abertos, 15 abas em um e duas abas no outro. Acompanhava o noticiário da grande imprensa, vibrava com os protestos iniciados com o movimento Ocupem Wall Street nos sites de informação alternativa, navegava em sites de venda de veículos e mantinha um olho no programa de e-mail, verificando as mensagens postadas nas listas de discussão que assino. Esporadicamente, postava em algumas delas.
Este é o perfil típico do "desfocado digital", dono de um comportamento que pode ser bastante prejudicial. Em casos assim, trabalhar por conta própria às vezes pode ser ainda mais arriscado.
— Como sou profissional liberal e não tenho que prestar contas a ninguém, acabo sendo muitíssimo menos produtivo na prospecção de clientes, atualização de portfólio e outras coisas que eu não curto fazer — admite Pedro Mac. — Se eu fosse mais focado e disciplinado com as coisas de trabalho, teria um rendimento profissional muitíssimo melhor nesses aspectos, sem dúvida alguma.
Conta de telefone foi paga um mês depois
O comportamento de Mac segue um padrão clássico. Ele se distrai com qualquer coisa que lhe apareça pela frente e que seja mais prazerosa do que a atividade que desempenhada num dado momento. Mas a reação costuma ser de frustração:
— Volta e meia, fico meio fulo da vida pelo dia ter passado e eu não ter feito nada daquilo a que tinha me proposto a fazer no computador.
Em muitos casos, os problemas com distração digital atormentam o usuário há anos. É o caso do arquiteto de soluções em TI Diego Magalhães, de 26 anos.
— Essa coisa da distração diante do computador acontece comigo desde minha adolescência, sempre passando muitas noites acordado em jogos, chat e navegação na internet. Já tive vários problemas de relacionamento por não controlar o tempo perdido no computador.
O comportamento fora de foco nunca afetou, no entanto, a vida profissional de Magalhães, que, por trabalhar em TI e ter que passar um bom tempo na internet pesquisando e ajudando os outros, nunca gerou problemas ou atrasos. Mas ele já passou por alguns apertos.
— Lembro-me de sentar à máquina para pagar a conta do telefone on-line, navegar durante umas três ou quatro horas a esmo e lembrar só no mês seguinte que a conta não havia sido paga.
É comum usuários relatando empilhamento de tarefas em vários níveis, o que dificulta o "desempilhamento", quando decidem prosseguir na incumbência original.
— Cada vez com mais frequência me dou conta que às vezes estou no quarto ou quinto nível de assuntos encadeados, retratados pela quantidade de abas abertas no navegador e pelos assuntos inacabados — diz Paulo Lima, de 49 anos, analista de sistema SAP, vítima da máxima "tudo pode piorar". — Mas isso não era nada até que comprei um iPhone. Meu foco foi para o brejo de vez.
Lima conta que o que mais lhe distrai é fazer downloads de qualquer coisa que seja nova: filmes, músicas, aplicativos, jogos.
— E pior é que normalmente nem utilizo esses materiais que baixo da rede, apenas tenho o prazer de obtê-los antes dos amigos. E nunca me senti culpado por isso. Aliás, sinto até muito prazer com essa variedade toda. Sinto-me preenchido, digamos. E nem quero escapar disso que às vezes chamam de distúrbio comportamental. Eu adoro esse hábito. Para mim, não é um problema.
Para alguns, ouvir música alta é um modo de obter alguma linearidade em suas atividades. É o caso do analista de sistemas Marcos Mathias, de 32 anos.
— Trabalho com desenvolvimento de software e, em meu emprego anterior, recebi diversas chamadas e advertências formais devido à perda do foco. Hoje estou aprendendo a lidar com a situação. Quando um assunto ou tarefa exige muita atenção, coloco uma música, desligo MSN, fecho janela do Facebook, do Twitter e foco na tarefa. Mas sem a música eu acabo sempre me desconcentrando e voltando a perder o foco da atividade. Tarefas que normalmente levariam minutos acabam levando horas.
Ele reclama que, apesar de Facebook e Twitter serem ferramentas muito úteis, seu modo de funcionamento em tempo real, avisando sobre o que está acontecendo e o que foi atualizado, vira um motivo de distração.
Para Mathias, seu problema é de família. Ele acredita que sofre do chamado DDA (distúrbio de déficit de atenção), mas nunca foi examinado.
— Meu filho mais velho já foi diagnosticado e recebe tratamento para se focar nas atividades da escola. Os médicos disseram que pode ser genético e que, por ser um distúrbio mais bem conhecido hoje do que antigamente, poucos adultos são diagnosticados como portadores. E os que são não precisam muito de tratamento, pois aprendem a conviver com o distúrbio. Acredito que seja meu caso.
Sua dificuldade de concentração vai além do computador: nunca foi capaz de ler um livro não-técnico, apesar de várias vezes ter tentado. Diante desse quadro, já pensa em procurar ajuda médica. Mas não usará o computador para isso...
por Carlos A.Teixeira

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Desanimo e falta de concentração!!


Como conseguir manter o foco nas prioridades e dar conta das responsabilidades profissionais ?


A falta de vontade de ler pode ser sinônima de falta de estímulos, isto ocorre quando lemos em baixa velocidade e sem envolvimento com o que estamos fazendo.
Fica mais difícil acompanharmos nossa velocidade de pensamento porque estamos em desalinho(desaninho).
Devido esse processo progressivo, ficamos sujeitos às dispersões ( fugas), às interferências internas ( nossos pensamentos) e externas (sons e conversas)modificando o foco, compreensão e o entendimento do que foi lido, nos obrigando, retornar ao início do trecho em estudo por várias vezes.

Ocorrendo sempre essa situação, vamos adquirindo mais e mais vícios de leitura minando nosso pensamento com informações erradas do aprendizado para nossa memória definitiva(MLP). Então, quando os nossos esforços não produzem os resultados positivos esperados e não, correspondendo às expectativas, acabamos gerando stress, desistência do que esta sendo feito e gerando um grande desconforto (culpa).

Sabendo usar suas ferramentas cerebrais, o sucesso será garantido!!

Dinamicaleitura, para ler mais e melhor, em menos tempo!

Para desenvolve um aumento de sua capacitação e desempenho, no dia-a-dia.
Dinamicaleitura, torna a função de estudar ou ler, mais rápido, mais estimulante e eficaz, além de melhorar a compreensão, concentração, retenção das informações e concluir sempre a leitura.

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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Vale a pena conferir o texto no Cotidi-Ana: Um Sonho de Steve !

por http://anaflaviacorujo.blogspot.com

No dia 5 de Outubro de 2011 a humanidade parou ao saber da morte de Steve Jobs, fundador da Apple- e não era para menos. Perdemos um gênio da tecnologia, como dizem o “Leonardo da Vinci da era digital”.

Steve deixou um legado para a humanidade e um “gap criativo” que não sei quantas gerações demoraremos para repor. Mas, Steve também nos deixou uma mordida – só que atrás da orelha - a “minhoquinha” da maçã incomodando - sobre temas simples que muitas vezes esquecemos.

Você realiza os seus sonhos? Vive os seus sonhos?

Você ainda sonha?

Dizem que vencedores realizam sonhos, perdedores perseguem falhas. Mesmo sendo um gênio e estando anos luz a frente de nós pobres cérebros comuns, Jobs sempre frisou em seus discursos a importância da intuição, de seguir o coração e de fazer as coisas sempre com paixão. (até rimou).

E sonhar, fazer as coisas com paixão, seguir a intuição e o coração, independe de geniosidade, depende apenas de coragem, vontade e o objetivo em ser feliz nas escolhas que fizemos, ou que iremos e queremos fazer.

É engraçado como Jobs conseguiu unir de forma tão lúdica - o simples e o complexo, colocando tudo isso nas palmas de nossas mãos. E nós que temos muitas cosias nas palmas de nossas mãos - conseguimos fazer de coisas simples, extremamente complexas.

Mais curioso ainda é que este gênio foi adotado, nos fazendo questionar sobre o legado genético da humanidade – pois, se seus pais biológicos fossem grandes gênios, talvez Jobs não tivesse existido, ou teria sido criado por eles. Vai saber. Porém, este fato ressalta mais ainda sobre a nossa essência. Outro fato interessante também, é como a morte, ou o ter que saber lidar com ela em um curto espaço de tempo, faz com que nos tornemos grandes catalisadores e potencializadores de nós mesmos, não é mesmo?

No caso dele, seria loucura dizer que o cara virou ainda mais realizador, porque sabia que ia morrer. Ele só acelerou um processo natural - e ainda bem que o mundo estava preparado para absorvê-lo ainda nesta era.

Mas, tirando um pouco o foco de Jobs, vamos falar de nós, transeuntes comuns. Sobre os nossos sonhos, a nossa capacidade de realizar, de se apaixonar, de seguir os instintos, de tomar riscos, arriscados ou não. Às vezes tenho a sensação que nos engessamos. Pelas circunstâncias do meio, nos acomodamos, e justificamos as nossas não realizações por conta disso. Não nos culpo, pois viver dá medo, muito medo. Sermos donos de nós mesmos, responsáveis pela nossa felicidade, história e capacidade de sonhar, não é tarefa para qualquer um. Por isso, a grande maioria é comum e uma grande pequena maioria - é gênio. Os gênios são apegados aos sonhos e desapegados da matéria. Comuns, precisam da matéria para sonhar.

Não há certo ou errado. O que há - é que Deus colocou cada um de nós no mundo com algum papel. Só precisamos descobrir qual. Se eu ou você ainda não sabe; vamos aos conselhos de Jobs de seguir nosso coração, intuição - e fazer as coisas com paixão. Sem deixar o sonho de continuar sonhando, mesmo que esse sonho seja o sonho de uma vida cotidianamente comum.